BRASÍLIA - O cooperativismo surgiu em 1845, na Inglaterra, quando o desemprego em massa provocado pela Revolução Industrial fez com que 28 tecelões, substituídos pelos teares mecânicos, começassem a imaginar uma nova forma de reorganização social onde a riqueza fosse distribuída de maneira mais justa. Aproveitando-se do pensamento da escola social inglesa, os tecelões começaram a fazer uma caixinha em que cada um economizou uma libra durante um ano.
Daí nasceu a primeira cooperativa de consumo da história, fundada em Rochdale, perto de Manchester, com vários dos princípios cooperativistas utilizados até hoje. O primeiro deles é o da adesão livre. Outros princípios que ainda regem o movimento cooperativista mundial são o voto de gestão democrática, em que todas as decisões são tomadas em assembléias e cada voz corresponde a um voto, independente do número de cotas-partes que o participante tenha na sociedade, e o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (FATES), obrigatório para todas as cooperativas.
No Brasil, a abertura de empresas coletivas não era permitida durante o Império. Foi com a primeira constituição da República que os brasileiros tiveram o direito de se organizar e, em 1891, surgiu em Limeira (SP), a primeira cooperativa de consumo do País.
Os fluxos migratórios do início do século 20 fortaleceram a idéia do cooperativismo trazida principalmente por alemães e italianos, e em 1903, na cidade de Nova Petrópolis (RS), o padre Amested, fundou a primeira cooperativa brasileira de crédito. Nestes mais de 100 anos de movimento cooperativista no Brasil, as cooperativas se expandiram, recuaram e agora tornam a crescer. Elas têm se revelado uma alternativa de transformar assalariados em sócios nas mais diversas profissões.

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