A garagem para quatro carros foi dividida ao meio para que o modelista de bolsas de couro, Dorival Corrêa, 47 anos, pudesse criar e produzir seus artigos em casa, no Jardim Presidente, zona leste de Londrina. ''Já trabalhei para os outros, me auto-aposentei, e hoje estou investindo na minha produção'', afirma o trabalhador autonômo.
Há seis anos, Corrêa vem investindo em seu ateliê. Neste tempo, desembolsou cerca de R$ 4 mil em quatro máquinas: duas de costura, uma para corte de couro e outra para fazer tiras. ''Estou pensando em adquirir mais três equipamentos'', comenta, descartando a possibilidade de retornar ao mercado formal de trabalho. ''A não ser que seja para abrir minha empresa'', destaca.
As bolsas de couro, de variados tamanhos, custam de R$ 40,00 a R$ 80,00 cada uma; as carteiras variam de R$ 20,00 a R$ 40,00. Há cerca de um mês, Corrêa frequentou um curso de confecção de couro em Novo Hamburgo (RS) e visitou a Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Acessórios, Equipamentos e Máquinas para Calçados e Curtume.
Para o modelista de bolsas, que fatura de R$ 700,00 a R$ 800,00 por mês, sua atividade é de vital importância para a economia. ''Ela faz girar matéria-prima e dinheiro, e acima de tudo, gera trabalho e renda'', argumenta. ''A gente tem que se rebolar para não ser empregado''.

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