Modalidade tem mais um século
No Brasil, a história das 'caixas' (Caixa Econômica Federal) começou a ser escrita em 31 de julho de 1831, com a fundação da primeira unidade por José Florindo de Figueiredo Rocha. De cunho particular e sediada no Rio de Janeiro, a instituição sobreviveu por 28 anos, mas depois foi à falência, lesando inúmeros depositantes. Ainda no período anterior à década de 1869, outras 'caixas' particulares criadas em Alagoas e Minas também fracassaram.
Mais um passo importante foi dado em 1849, quando o Decreto nº 575 instituiu regras básicas para o funcionamento dos estabelecimentos de poupança. Nos anos seguintes, ainda pelas mãos de empreendedores privados, surgiram as 'caixas' de Ouro Preto, em Minas Gerais, em 1838; de Valença, na Bahia, em 1852; da capital da provínica de Santa Catarina, em 1854; de Santos, em São Paulo, em 1857; de Campos, no Rio de Janeiro, também em 1857; e de Salvador, na Bahia, em 1860.
A Lei dos Entraves, de agosto de 1860, gerou o embrião da Caixa Econômica e Monte de Socorro da Corte, concedendo ao governo imperial o virtual monopólio sobre esse tipo de instituição. Conforme o seu fundador, o imperador D. Pedro II, a Caixa nascia para ser ''o banco dos pobres''. Sua função primordial era incentivar o hábito da poupança em um povo tido como imprevidente.
A história da poupança no Brasil deu uma guinada radical em 1964, quando, por meio da Lei nº 4.380, de 17 de julho, foi instituída a correção monetária para os depósitos feitos nas cadernetas. Dessa forma, além da remuneração anual de 6% (0,5% ao mês) - o mesmo índice praticado desde a fundação da Caixa, mais de 100 anos antes -, os valores depositados nas cadernetas passaram a ser mensalmente atualizados pela correção monetária, conforme percentual definido pelo Banco Central. Na década de 1960, a poupança acabaria se tornando um vigoroso instrumento de capitalização e obtenção de recursos internos para aplicação no sistema de habitação.
Ao completar 150 anos, a instituição conta com mais de 40 milhões de contas-poupança ativas e a cada mês, 340 mil novas contas são abertas, em média. Apenas nos primeiros nove meses de 2010, foram mais de três milhões de novas poupanças. Atualmente, um em cada 10 brasileiros poupa seus rendimentos. (Fonte: Caixa - 150 anos de uma história brasileira)





