Moda própria com exclusividade
A artesã Rosa Maria Samartano Carneiro é uma consumidora assídua de tecidos. Uma vez por semana ela compra tecido em algodão puro para forrar cabides para crianças e adultos e uma vez por mês, em média, compra tecido para confeccionar suas roupas. Ultimamente não compro roupas feitas; tenho uma costureira muito boa e prefiro fazer a minha própria moda com exclusividade. Quanto ao trabalho artesanal, ela diz que usa o tecido em algodão por ser mais prático e porque rende mais.
A empresária Cláudia Ribeiro sempre compra tecidos para fazer lençóis, que são usados para presentear. Gosto de comprar o tecido porque faço todo o bordado e depois mando para a costureira, que termina de montar; o produto fica personalizado. Mas, quando o assunto são roupas para uso pessoal, a empresária confessa que prefere comprar peças prontas em lojas especializadas.
A dona de casa Lilian Turquino tem o artesanato como hobby. Ela produz uma série de acessórios, principalmente colares, com tecidos variados para atender pedidos. Venho sempre à loja porque estou sempre em busca de novidades. Ela também afirma não ter o hábito de comprar tecidos para confeccionar as próprias roupas.
Na opinião da dona de casa, este tipo de comércio não está com os dias contados, como pensa o gerente da loja. Pelo que tenho notado, está ressurgindo esse negócio do trabalho manual, que não seja industrializado, alguma coisa diferente, algo para se fazer em casa; e acredito que isto vá garantir a sobrevivência deste tipo de comércio por muito mais tempo. (E.A.)





