Moda gestante ganha força no Paraná
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domingo, 12 de setembro de 2010
Gisele Mendonça<BR> Reportagem Local 
Inserida no mercado de trabalho, a mulher grávida atual não deixa a rotina profissional de lado durante a gestação. Em plena atividade, esse público requer cada vez mais roupas que se adequem às suas necessidades, colocando em evidência um nicho de mercado não muito valorizado no passado. Das inúmeras empresas que investem em moda para gestante no país, algumas das mais representativas estão no Paraná.
São fabricantes que abastecem o varejo de boa parte do Brasil - alguns planejam, inclusive, partir para o sistema da franquia. É o caso da Emma Fiorezi, de Maringá. Criada há 24 anos, a empresa lançou recentemente três lojas - em Maringá, Londrina e São Paulo - que devem funcionar como laboratório para futura franquia. ''A ideia é baseada num projeto que conhecemos na Europa; envolve a recolocação da marca no mercado, com a criação de lojas-conceito'', explica Ivone Nani Neves, sócia-proprietária da empresa.
Com a produção de 300 mil preças/ano - em três coleções -, hoje a marca está presente em 700 pontos de venda multimarcas no Brasil. A fábrica conta com cerca de 300 funcionários - incluindo os terceirizados - e as vendas crescem entre 20% e 30% ao ano, segundo Ivone. Desde que a empresa foi criada, ela conta que muita coisa mudou no conceito e modelagem das roupas.
''Antigamente, quanto mais obesa fosse a gestante, mais saudável ela era. Hoje, os valores são diferentes, a mulher trabalha, faz atividade física, e a indústria acompanha essa evolução produzindo para a gestante uma roupa dentro do contexto da moda, porém, com modelagem específica'', afirma Ivone.
Além do cuidado na escolha dos tecidos, a empresária destaca que os modelos criados levam em conta o estilo de vida das gestantes e sua nova relação com o corpo durante esta fase. Para isso, a empresa faz pesquisa junto a esse público, participando dos grupos de grávidas promovidos por hospitais. ''Nós estudamos o corpo das grávidas e ouvimos o que elas querem'', resume Ivone.
O resultado é a produção, por exemplo, de batas e blusas que promovam a sustentação dos seios e que sejam mais compridas na frente para acomodar o crescimento da barriga. Já as calças possuem modelagem especial no gancho, além de elasticidade no cós.
Cianorte
Aberta há 15 anos, a Megadose, de Cianorte, começou produzindo ''tamanhos maiores'' e logo em seguida partiu para o segmento de moda gestante. A sócia-proprietária Luiza Esteves conta que a ideia surgiu depois de visitar uma amiga que havia tido bebê e passou a descartar suas roupas por não gostar mais de vê-las, pois eram peças improvisadas sem atrativo algum.
''Começamos, então, a produzir roupas específicas para gestante, porém, mais soltas, sem modelagem. Com o tempo, fomos nos especializando, até chegarmos a peças milimetricamente modeladas no corpo de uma gestante'', relata a empresária, que conta com uma equipe de 70 funcionários e lança duas coleções por ano - ela não informou a quantidade de peças fabricadas. ''Nossa preocupação é criarmos roupas que vistam bem e deixem a mulher elegante e sensual. Quem olha por trás, nem percebe que ali vai uma grávida'', completa.
Hoje, a Megadose - que também detém a marca Lui Mammy, para atender os clientes de shoppings atacadistas - está presente em diversas lojas multimarcas espalhadas pelo País e há cerca de três anos passou a firmar parcerias para abrir unidades exclusivas. Atualmente, a grife tem duas lojas de parceiros em Londrina e uma em Maringá, além de uma unidade própria em Campo Mourão.
''A ideia é buscarmos cada vez mais novos parceiros para ampliarmos o número de lojas. Queremos, porém, pessoas de bastante interesse, com perfil batalhador. A moda gestante é um segmento em crescimento, só que requer muito trabalho, dedicação. Não é simplesmente abrir uma loja'', valoriza Luiza Esteves.


