Moda cowboy ganha força na Expo 97 e atrai consumidor
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quarta-feira, 09 de abril de 1997
Cláudia Lopes 
Milton DóriaEstoque repostoOfrásio Gomes e Silva, que veio de Joinville para a Feira em Londrina: Tive que pedir mais mercadorias O segmento country se firma cada vez mais no mundo da moda. Prova disso é a explosão do número de estandes de roupas e artigos de couro nesta edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Apenas no pavilhão Industrial e Comercial, existem mais de 20 pontos de vendas de jaquetas e casacos de couro, botas, calças, camisas, vestidos e coletes de antílope e outros tecidos similares. No ano passado, havia cinco estandes do gênero naquele pavilhão.
O aumento na quantidade de expositores agradou os consumidores. Além de não faltar opções para quem deseja sair da feira vestido de cowboy - ou com pelo menos alguma peça country - a grande concorrência permite descontos maiores e pagamentos facilitados.
Everson Soares veio de Presidente Prudente (SP) apenas para visitar a Exposição. Anteontem à tarde, se dizia atordoado com a variedade de peças de couro disponíveis na feira. Encontrei muitas jaquetas e botas diferentes. É até difícil escolher, disse. Estudante, Soares estava atrás de pagamento facilitado. Vai ser mole. A maioria dos estandes divide o pagamento em até três vezes.
Os expositores ficaram satisfeitos com as vendas nos primeiros dias do evento. Alguns já estão tendo que repor estoques. É o caso de Ofrásio Gomes e Silva, proprietário do Di Couro, de Joinville (SC). Vendi cerca de 50 peças. Tive que ligar para a empresa despachar mais mercadorias para Londrina, conta. No estande, o visitante pode comprar uma bolsa por R$ 15 e um conjunto de três peças (jaqueta, blusa e bustiê) por R$ 180. Os preços do conjunto e das jaquetas, que variam de R$ 90 a R$ 174, podem ser divididos em três parcelas.
Milton DóriaConsumidor tem pagamento facilitado: é o peso da concorrência
A funcionária Marli Timoteo, do estande Rita de Cássia, vendeu todas as 15 calças de falso chamois (imitação de couro macio) de seu estoque nos dois primeiros dias de feira. As camisas xadrez também têm boa saída. Tanto, que resolvemos fazer uma promoção. O modelo manga longa custa R$ 20. Mas duas unidades saem por R$ 35, disse. As bolsas de couro com franjas e outros detalhes, no melhor gênero country, custam entre R$ 48 e R$ 79 no estande Rita de Cássia. O chapéu de borracha, que imita o modela panamá, está sendo vendido por R$ 5.
O proprietário do Couro Castor, Francisco Roberto da Luz, disse à Folha que negociou 200 peças até segunda-feira. Quero vender mil peças até o final da feira, completou. Luz vende jaquetas femininas e masculinas de diversas cores por R$ 150. O vestido de antílope custa R$ 130 e as calças de couro, R$ 138. Em seu estande, há coletes e regatas de couro que custam R$ 65. Tudo em três vezes.
Os preços das botas variam de R$ 59 (cano longo) a R$ 31 (cano curto) no estande da Fecourus. Para completar o visual boiadeiro, os visitantes podem comprar berrante e chapéu panamá na área das selarias - perto do Pavilhão Internacional. Na Selaria Vaquejada, os berrantes custam entre R$ 30 e R$ 150 e o chapeú, R$ 25.


