Mobilização contra novas praças
Curitiba - Os dirigentes de cooperativas de transportes, reunidos no II Fórum dos Dirigentes de Cooperativas de Transportes, em Curitiba, querem evitar a instalação de oito novas praças de pedágio anunciadas pelo governo federal para as estradas nas regiões Sul e Sudeste. Eles prometem se reunir no Fórum Popular contra o Pedágio, para tentar reverter essa decisão.
As oito praças devem ser instaladas em estradas federais que cortam o Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. No Paraná, a rodovia Regis Bittencourt (BR-116) e a BR-101 estão na programação para serem pedagiadas.
Os caminhoneiros disseram que não aceitam mais praças de pedágio porque já pagam a Contribuição da Intervenção no Domínio Ecônomico (Cide) embutida no custo do combustível, justamente para a manutenção e recuperação das estradas. Segundo Nelson Canan, presidente do Sincoopar, os pedágios cobrados no Paraná estão inviabilizando a atividade do caminhoneiro autônomo. ''Hoje quem ganha dinheiro com transporte no Estado são apenas as concessionárias de pedágio'', disse.
Canan destacou que muitos caminhoneiros autônomos já estão se deslocando para os Estados do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Nordeste do País, onde ainda não tem pedágio. O dirigente lamentou que a categoria não tem a quem recorrer e por isso está preparando uma ampla mobilização para mostrar à opinião pública a realidade do pedágio no Estado. (V.C.)





