O anúncio oficial da transação entre Agroceres e Monsanto teve repercussão nacional. Em Londrina, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes e Mudas (Abrasem), Ywao Miyamoto, disse que a Monsanto é a empresa de sementes que detém o maior índice de tecnologia do mundo, com bancos de germoplasma em vários países e uma grande estrutura de pesquisa em melhoramento genético. A Monsanto (Monsoy) passa a ser a maior empresa de sementes do Brasil, com 22% no segmento soja (14% no Paraná). Agora, com a aquisição da Agroceres, maior empresa de sementes de milho, a Monsanto passa a liderar também este segmento. Miyamoto acha que o mercado, os produtores e consumidores, só têm a ganhar pois trata-se de uma grande empresa adquirindo uma marca que conquistou confiança e credibilidade. Ele disse que a Monsanto investe muito em qualidade e busca o máximo de eficiência.
Tendência O presidente da Abrasem disse que há uma tendência mundial de as empresas de defensivos entrarem no setor de sementes. ‘‘Com a globalização da economia, esse processo está avançando rapidamente’’, disse. Miyamoto participou, dias atrás, em Bogotá, na Colômbia, de reunião da Federação Latino-Americana de Sementes, que representa 11 países. ‘‘O que se observa é que parcerias e unificação de empresas são uma tendência mundial’’, segundo o presidente da Abrasem que se reuniu com executivos das maiores empresas do mundo no setor.
Outro ponto destacado por Miyamoto é que a lei de proteção de cultivares muda muito o perfil do mercado e o modo de atuação das grandes empresas, que tendem a investir ainda mais em tecnologia.
Segundo a Agência Estado, o segmento de sementes da Agroceres fatura entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões, de uma receita total líquida de US$ 130 milhões por ano. A divisão dessa área deverá ser decidida em assembléia da Agroceres, marcada para o dia 3 de dezembro.

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