Quem vê o pãozinho pronto e quentinho na padaria não imagina todo o processo pelo qual passou. Segundo o gerente industrial do Moinho Globo, Claúdio Aparecido Gonçalves, para chegar à mistura destinada para a produção do pão francês, o trigo passa por diversas etapas. ''A gente recebe o trigo, classifica, separa de acordo com a qualidade e seleciona o grão para moagem'', disse Gonçalves.
A partir da moagem, é extraída a farinha de trigo que, em seguida, é purificada e destinada para vários tipos de processos que resultam em misturas para bolos, pães ou massas. ''Nossa linha de produção tem mais de 100 itens'', comentou o gerente industrial. Por mês, o Moinho Globo produz cerca de 11,5 mil toneladas de trigo, sendo que 75% acaba se tornando farinha de trigo. Além disso, perto de 30% de toda produção da empresa é destinada para a indústria de pães e bolos.
Gonçalves contou ainda que as sobras da moagem são transformadas em farelo de trigo. ''O que sobra é a casca do trigo, que tem bastante fibra e várias aplicações. Servem tanto para a nutrição humana quanto para ração animal'', destacou.
Quanto à indústria do pão, o gerente do Moinho Globo frisou que são importantes clientes e grandes compradores. ''Atuamos como parceiros das panificadoras'', disse. E destacou que considera importante a mudança na legislação, pois será uma cobrança mais justa para o consumidor.
Segundo ele, a sêmola é originada também do interior do trigo, é como se fosse uma farinha, mas é granulada e tem mais consistência. ''A sêmola surge ainda no processo de moagem, antes de se tornar a farinha mais branca e fininha'', explicou. Ele ressaltou que, do ponto de vista nutricional, a farinha com mais qualidade está nas proximidades da casca, a sêmola, por sua vez, é mais branca e tem menos nutriente. (E.Z.)

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