São Paulo - O biodiesel deve entrar em uso no mercado brasileiro a partir de 2004, disse ontem o presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Carlo Lovatelli, em palestra no Seminário Mensal do Pensa (Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial), na Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP). De acordo com ele, que também preside a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), o projeto já é um sucesso sob os pontos de vista político e técnico, mas ainda precisa ser viabilizado economicamente.
O debate em torno da viabilidade econômica do biodiesel está centralizado no Ministério de Minas e Energia, segundo Lovatelli, e uma das propostas é a determinação da mistura compulsória ao diesel mineral, tal como já ocorre com o álcool anidro adicionado à gasolina. De acordo com o dirigente, a substituição de 5% do diesel mineral por biodiesel no Brasil proporcionaria uma demanda adicional de 7 milhões de toneladas de soja por ano, o que representa aumento de área de plantio em 2,5 milhões de hectares.
''O óleo de soja é o único produzido em larga escala no Brasil, mas óleos de outras origens também estão sendo pesquisados, como os de palma e mamona'', ressaltou. O interesse do governo pelo uso do óleo de mamona como combustível é grande, segundo ele, pelas condições adequadas de cultivo no Nordeste, e pela possibilidade de integração da pequena agricultura familiar no segmento agroindustrial.

mockup