Fornecedores de pães, biscoitos e massas terão que misturar algum derivado de mandioca (farinha fina, raspa ou fécula) na farinha de trigo. Para a iniciativa privada a medida é opcional, mas para as prefeituras e os governos estaduais e federal isso é lei aprovada pelo Congresso.
O projeto prevê que a farinha de trigo ou seus produtos deverão ter no mínimo 3% de derivados de mandioca já no primeiro ano de vigência da lei. Esse percentual aumentará progressivamente - a partir do segundo ano, será no mínimo 6% e 10% após o terceiro ano. A previsão é que o projeto seja sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em alguns dias.
Consta também no projeto, incentivo fiscal para os moinhos que aceitarem realizar a mistura - ficarão isentos de pagamento de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do PIS-Pasep.
Se a medida entrar mesmo em vigor, o tradicional pão francês, sempre presente na alimentação dos brasileiros e fabricado com farinha de trigo há séculos, vai ganhar a mistura e poderá ficar com novo gosto. Com isso, espera-se que o Brasil faça uma economia de cerca de R$ 104 milhões por ano, já que 75% do trigo consumido no país é importado.

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