Brasília – O governo está avaliando o aumento do percentual de adição do álcool anidro na gasolina para 26%. O secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pedro de Camargo Neto, disse ontem que o objetivo é assegurar o abastecimento interno de álcool e equilibrar a oferta de açúcar no mercado externo, para que uma superoferta brasileira não venha a deprimir ainda mais os preços do produto. A tonelada de açúcar no mercado internacional está cotada em cerca de US$ 110, um dos preços mais baixos da história do setor.
Atualmente, esse percentual é de 24%, conforme determina uma lei de 22 de fevereiro do ano passado, que fixou uma ‘‘banda’’ para a adição que pode ir de 20% a 24%. Pode haver variação de um ponto porcentual para mais ou para menos. O aumento do limite da adição de anidro para 26% significará consumo adicional de 250 milhões de litros de álcool por ano.
A safra de cana-de-açúcar deste ano está estimada em 326 milhões de toneladas. A estimativa é de que sejam produzidas 20,55 milhões de t de açúcar, das quais 11 milhões serão exportadas, e 12,8 bilhões de litros de álcool.

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