O Núcleo de Estudos Afroasiáticos da Universidade de Londrina (UEL) vai levantar setores potenciais com o objetivo de viabilizar intercâmbio comercial entre o Norte do Paraná e a Índia. O levantamento, que deve resultar em visitas de missões empresariais indianas até o final deste ano, é o primeiro resultado da visita oficial do cônsul geral daquele País, Ranga Ralajan Viswanatan, a Londrina esta semana.
O cônsul tem percorrido várias cidades do sul do País, entre elas Curitiba e Florianópolis, para divulgar a empresários e governos o potencial industrial da Índia, que no ano passado comercializou US$ 2 bilhões em softwares. Estimativa do consulado indiano aponta que as exportações para o Brasil devem atinjir US$ 500 milhões nos próximos dois anos. Entre os produtos exportados estão produtos farmacêuticos, autopeças, equipamentos e máquinas para indústria e vestuário.
Segundo o presidente do Núcleo de Estudos Afroasiáticos, Eduardo Judas Barros, a Catual Vestuário, de Londrina, é uma grande importadora de camisas da Índia. Em se tratando das exportações brasileiras, as empresas nacionais comercializam US$ 200 milhões com a Índia, segundo estimativa do consulado daquele País. Estas exportações já atingiram R$ 620 milhões em 94. Entre os produtos enviados para lá estão soja, açúcar, couro, máquinas e equipamentos.
De acordo com Barros, o setor agropecuário reserva um grande potencial para o intercâmbio. No mês passado estiveram na cidade representantes da Universidade Agrícola de Hyldlabad, para viabilizar um convênio para aprimoramento do gado de origem zebuína. A Índia tem um rebanho de alta qualidade e o convênio prevê troca de experiência e de material genético.
Outro setor bastante desenvolvido na Índia e que pode interessar ao Brasil, informa Judas Barros, é a indústria farmacêutica. ‘‘A Índia é uma das cinco nações que produz matéria prima para o setor farmacêutico’’, informa. Segundo ele, os indianos pagam pelo menos 20 vezes menos pelos medicamentos do que o consumudir brasileiro.
Além de visitar empresários, o cônsul esteve em Londrina para entregar uma coletânea de publicações ao Núcleo de Estudos Afrosiáticos da UEL. O material foi cedido pelo governo indiano.

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