Brasília - O Brasil envia hoje a Washington (EUA) uma missão para negociar um socorro com o Fundo Monetário Internacional (FMI), informou ontem o Banco Central. A missão será chefiada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier. Também segue para Washington o diretor de Política Econômica do BC, Ilan Goldfajn.
De acordo com o BC, a missão dará sequência aos ''entendimentos'' que foram iniciados com o Fundo pelo presidente do BC, Armínio Fraga, em sua última viagem a Washington, há duas semanas. Os detalhes da missão foram acertados ontem em conversas do ministro Pedro Malan (Fazenda) com o diretor-gerente do FMI, Horst Köhler.
A viagem da missão está prevista para hoje à noite e retorno só acontece quando a parte técnica do acordo estiver fechada - não há prazo para essa negociação. Na semana passada, Malan havia dito que as conversas do governo brasileiro com organismos multilaterais e governos dos principais países tinham se intensificado nos últimos dias.
O primeiro acordo do Brasil com o FMI foi fechado no final de 1998, com o pânico da crise russa. Na ocasião, o país teve acesso a uma linha de crédito de US$ 41,5 bilhões para enfrentar o nervosismo dos investidores - US$ 20 bilhões em recursos do Fundo e o restante de organismos internacionais e de governos.
O entendimento deveria ter acabado em 2001, mas foi prorrogado por mais um ano. Pela prorrogação, o Brasil teve acesso a um empréstimo adicional de US$ 15,7 bilhões. Desse total, ainda resta cerca de US$ 1 bilhão, que o Brasil pode sacar até o fim do ano, quando o acordo deveria terminar.

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