Missão técnica encerra inspeção da 'vaca louca'
Depois de tomar uma decisão considerada abrupta pelas autoridades brasileiras, de suspender a importação de carne bovina, o que levou Estados Unidos e México ao mesmo embargo, o governo canadense quer concluir o mais breve possível a avaliação sobre os mecanismos de controle brasileiro da doença da vaca louca. Em nota oficial divulgada ontem, a Embaixada do Canadá informou que as autoridades de saúde animal dos três países que estiveram no País na semana passada tomarão todas as medidas necessárias para concluir rapidamente a análise do sistema de controle fitossanitário nacional.
A equipe tripartite de cientistas canadenses, norte-americanos e mexicanos deixou o Brasil ontem. Os técnicos concluirão, em seus países de origem, a revisão dos dados recolhidos durante os cinco dias de visita a abatedouros e fazendas. Tudo depende agora dos relatórios que serão apresentados ao chefe da Agência Canadense de Inspeção Alimentar, Brian Evans, disse fonte da Embaixada, reforçando que não há uma data definida para que seja anunciada a decisão de suspender ou não o embargo à importação de carne brasileira pelo Canadá. Evans não deu um prazo limite mas repetiu enfaticamente, durante as reuniões com os técnicos, que contava com a colaboração de todos para que os relatórios fossem concluídos o mais rápido possível, revelou a mesma fonte.
As autoridades brasileiras continuam acreditando que o embargo será suspenso até o final desta semana. O governo brasileiro também mostrou aos cientistas que já há uma determinação para que todos os bois importados de países que tenham detectado casos do mal da vaca louca ou de países considerados de risco deverão ser abatidos quando não forem mais utilizados para reprodução.
AftosaO ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, recebe hoje relatório de veterinários brasileiros que estiveram por dez dias na Argentina averiguando a existência ou não de novos focos de febre aftosa. Se o documento indicar o surgimento deste focos, o Brasil poderá fechar as fronteiras com a Argentina para a entrada de boi vivo ou carne com osso. Pratini já enfatizou, entretanto, que o governo brasileiro será criterioso na definição do fechamento ou não da fronteira. Nós aqui no Brasil, contrariamente a outros países, não tomaremos nenhuma decisão sobre esse assunto antes que ocorra uma cuidadosa análise técnica. (AE)





