O governo prorrogou por mais uma semana a permanência da missão brasileira que está em Washington negociando com o FMI (Fundo Monetário Internacional) a renovação do acordo assinado em 1998 e que vigora até novembro. Além disso, a equipe, que está lá desde o último dia 24, foi reforçada nesta semana.
Nesta semana, o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Eduardo Guardia, e o diretor de Política Econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn, passaram a integrar a equipe.
A assessoria do ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou que não está prevista a ida do ministro a Washington agora. Malan deverá apenas participar da reunião anual do Fundo em outubro.
O provável novo acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve prever uma redução da relação entre a dívida líquida total do setor público e o PIB de cerca de 53%, ou um pouco mais – número projetado para o fim de 2001 –, para algo entre 50% e 51% no fim de 2002. A previsão é de um ex-funcionário do Fundo, que, de Wall Street, acompanhou o processo que desembocou na atual rodada de negociações até algumas semanas atrás. Nestes últimos dias, ele não tem tido acesso a informações, dado o sigilo tanto do FMI quanto da missão brasileira.
Segundo a fonte, a equipe econômica brasileira trabalhava há algum tempo com uma idéia de metas de superávit primário próximas de 3,2% do PIB em 2001, e de 3,4% em 2002, no âmbito do provável novo acordo com o FMI. As metas atuais são de 3% para ambos os anos.

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