Missão japonesa debate infraestrutura em Londrina
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
O presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil-Japão do Paraná, Yoshiaki Oshiro, e o representante do Ministério da Economia japonês Yusuke Osaki participaram ontem de um debate na Câmara de Londrina, no qual apresentaram modelos de cidades sustentáveis como o mais atrativo para que o município receba investimentos de empresas asiáticas. A discussão, organizada pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Legislativo, foi um desdobramento das duas missões econômicas de representantes da prefeitura que foram ao Japão em abril.
Osaki, que também é consultor gerente na Ernst & Young, veio ao País a pedido de empresários japoneses, para avaliar a infraestrutura de municípios que poderiam receber investimentos nos próximos anos. Ele também se reuniu com o prefeito Alexandre Kireeff e com secretários municipais na quinta-feira, além de ter passado por Maringá e Curitiba.
Em agosto, as cidades paranaenses receberão uma comitiva de empresários japoneses de Nagano que, segundo Oshiro, chegarão já com a intenção de firmar parcerias comerciais. Ele citou que o maior interesse são de fábricas de equipamentos para transformar lixo em energia e do segmento de materiais de construção.
O presidente da Câmara do Comércio disse que a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) participará com a seleção de empresários da região que tenham interesse em parcerias. "No Japão, já se vê que o Brasil será um grande celeiro da economia mundial e, apesar das dificuldades atuais que são próprias dessa evolução, o sentimento é de que é o País para se investir", afirmou Oshiro.
Sustentabilidade
Osaki apresentou ontem modelos de smart cities (cidades inteligentes, em tradução do inglês), nos quais há planejamento interligado para energia, lixo, moradia, desenvolvimento tecnológico e saúde. Ele mostrou o exemplo dos projetos como o do campus de Kashiwa-no-ha, que era uma área agrícola que se transformou em bairro com universidade, condomínios residenciais, shopping center e indústrias. Tudo com gestão eficiente e parcerias entre a iniciativa privada e centros de ensino.
Pelo lado da prefeitura, o técnico da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) Mauro Andrade apresentou o projeto Lixo Zero, para gerenciamento de resíduos em Londrina. Ele destacou as propostas para reduzir a quantidade de lixo que vai para o aterro sanitário do Distrito de Maravilha de 430 toneladas ao dia para 20 toneladas em alguns anos, com a modernização da coleta seletiva.
O presidente da Sercomtel, Christian Schneider, apresentou a proposta de Iluminação Pública Inteligente, com a criação de uma subsidiária para gerir o serviço, que a partir de 2015 será de responsabilidade da prefeitura. A proposta prevê economia de até 40% do valor gasto hoje, já que grande parte da infraestrutura é a mesma para telefonia e energia.
Por fim, o presidente da Cohab de Londrina, José Roberto Hoffman, apresentou planos para disponibilizar 7,5 mil novas moradias até 2016. Osaki concluiu que as apresentações mostram coerência com projetos de smart cities. "Imaginamos de outra forma a recepção da ideia e vimos que estão avançados", disse.


