Missão inicia hoje visita às fazendas do PR
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A missão européia que irá avaliar as ações paranaenses no combate à febre aftosa chegou ontem à noite à Maringá (Noroeste). Os técnicos europeus devem ficar no Estado até quarta-feira e visitarão as propriedades envolvidas com a ''crise da aftosa'' nas regiões Norte, Noroeste e Centro do Estado. Técnicos do Ministério da Agricultura (Mapa) e da Secretaria de Estado da Agricultura (Seab) irão acompanhar o grupo. O cronograma das visitas não foi divulgado.
Seis fazendas podem receber a visita dos técnicos: a Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira, que é considerada foco da doença desde o início de dezembro; a Fazenda Flor do Café, em Bela Vista do Paraíso que recebeu bovinos do Mato Grosso do Sul; e outras quatro propriedades localizadas em Amaporã, Grandes Rios, Loanda e Maringá, que estão em observação desde outubro com suspeitas de aftosa. Os técnicos devem percorrer também as barreiras, os postos de controle e casas agropecuárias.
Além das inspeções, o grupo irá conhecer as ações de erradicação e controle da febre aftosa, a metodologia das campanhas de vacinação e todos os trabalhos de vigilância sanitária e outros programas desenvolvidos pela Seab, como a erradicação da brucelose e da turbeculose, que incluem vacinação em bovinos fêmeas de 3 a 8 meses; o combate ao ''Mal da Vaca Louca''; a raiva entre herbívoros; doenças infecciosas entre as aves; e a emissão das Guias de Trânsito Animal (GTAs).
''Esperamos conseguir mostrar à missão européia os trabalhos de sanidade agropecuária desenvolvidos pela Seab em favor do Paraná e do Brasil. O Estado foi considerado um foco de aftosa porque recebeu animais do Mato Grosso do Sul, mas a doença não apareceu aqui devido ao grande trabalho realizado pelos técnicos da Seab'', afirmou o vice-governador Orlando Pessuti, secretário estadual de Agricultura e Abastecimento.
Ele ainda acrescentou que passou pelas fronteiras com os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e que não constatou nenhuma barreira sanitária montada por esses dois estados. ''As barreiras estão somente do lado paranaense, o que mostra que o Estado está fazendo a sua parte. Temos certeza de que os europeus vão sair daqui com a convicção de que os animais não estão doentes'', salientou.
Pessutiu lembrou que o Mapa não conseguiu provar a ocorrência da doença no Paraná, uma vez que o foco foi confirmado com base apenas em exames sorológicos, que os técnicos afirmam que não são conclusivos.


