Duas missões econômicas - uma espanhola e outra italiana - visitarão Londrina em fevereiro do próximo ano com o objetivo de sondar o mercado brasileiro. Esse é o resultado dos contatos feitos recentemente pelos representantes de Londrina que integraram uma missão econômica em quatro países europeus realizada pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).
''A Europa tem dinheiro mas não tem mercado. Nós temos mercado mas não temos dinheiro. Esse é um casamento que pode dar certo'', afirma o presidente da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Cláudio Tedeschi, que integrou a missão econômica.
Tedeschi voltou entusiasmado da Europa e vê possibilidades de empresários italianos e espanhóis investirem no Parque Tecnológico de Londrina. O relatório da viagem e os contatos foram apresentados ao prefeito Nedson Micheleti na quarta-feira e ontem aos vereadores, na Câmara Municipal. ''Só o fato de trocarmos experiências com outros países já vai nos ajudar a desenvolver nosso parque tecnológico'', salientou o prefeito.
''Fizemos contatos de divulgação e prospecção para futuros negócios, a médio e longo prazo. Fomos num momemto muito bom em que os europeus estão vendo o Brasil como uma alternativa para seus negócios'', completa Tadeu Felismino, da Associação de Desenvolvimento Tecnológico (Adetec), que também integrou a comitiva. Hoje, diz ele, a Europa está assediada pelas variáveis: economia estabilizada, idade avançada da população e o fato de 90% da energia depender do petróleo. ''Ela precisa procurar alternativas e os próprios europeus dizem que hoje a Europa precisa mais do Brasil do que o Brasil dela, embora esteja num nível fabuloso de gestão tecnológica''.
A missão de empresários de Parma (Itália), que visitará Londrina em fevereiro, será organizada pela Brasitaly, uma empresa que estuda a implantação de um condomínio Agroindustrial aqui na cidade a partir do ano que vem.
A Rede de Parques do País Vasco (RPPV) também organiza uma missão com empresários espanhóis, principalmente de Bilbao, interessados em negócios nas áreas de biotecnologia e eletro-eletrônica. ''Os parceiros espanhóis enviarão com antecedência o perfil, demanda e expectativa de suas empresas para que possamos preparar uma agenda'', explicou Felismino. Além dessas cidades, eles fizeram contatos também em Frankfurt (Alemanha) e Módena (Itália).

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