Brasília - O ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, afirmou ontem que uma missão técnica da União Européia (UE) visitou nos últimos dias fazendas de Mato Grosso do Sul e apresentará um relatório preliminar na segunda-feira. O relatório, segundo ele, deve ser apresentado em 30 dias.
Esse documento deverá trazer informações sobre as impressões que os técnicos europeus tiveram sobre as medidas de controle adotadas pelo Brasil para conter os focos de febre aftosa constatados em Mato Grosso do Sul e Paraná no ano passado. Por causa da aftosa, a União Européia suspendeu as compras de carne de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Além de vistorias nas fazendas infectadas com aftosa, os técnicos europeus visitaram revendas de vacinas, para auferir o volume de vendas, e laboratórios.
Um bom resultado na avaliação dessa missão é importante, num momento em que grupos empresariais europeus pressionam o governo a adotar medidas para barrar a entrada de alimentos brasileiros, alegando desrespeito a regras de controle fitossanitário. No alvo das empresas européias estão a carne suína, ovos e frutas como o mamão e a maçã. Para o agronegócio brasileiro, essas pressões são puro protecionismo.
O ministro confirmou, ainda, a chegada de uma missão técnica da Rússia, na semana que vem, para inspecionar fazendas em Mato Grosso do Sul e Paraná. Segundo o ministro, a expectativa é de que ao final do encontro o governo russo reveja o embargo imposto à carne brasileira.
Em dezembro, aquele país embargou parcialmente a compra de carnes brasileiras. Com o surgimento da doença, eles deixaram de comprar carne produzida em oito Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em abril, os russos suspenderam o embargo à produção gaúcha. Segundo o Ministério da Agricultura, atualmente só o Rio Grande do Sul, o Tocantins e Rondônia estão autorizados a exportar para a Rússia.

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