As notícias sobre a boa sanidade do rebanho bovino estão dando resultado. Uma missão comercial do conselho de importadores de carne dos Estados Unidos (Meat Imported Council of America/Mica) está analisando pastagens e o sistema de abate de gado no Rio Grande do Sul. O grupo conheceu ontem o frigorífico Pampeano, em Hulha Negra, a 389 quilômetros de Porto Alegre. Depois do Pampeano, visitou o General Meat Food, em Livramento.
Ontem a missão esteve no frigorífico Extremo Sul, em Pelotas, na região Sul do Estado, onde também visitou duas propriedades rurais. Na quinta-feira, a missão participa de seminário na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul.
Conforme o diretor do Sindicato da Indústria de Carnes do Estado (Sicadergs), Zilmar Moussalle, o grupo estará reunido com o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, na sexta-feira no Rio de Janeiro. O interesse principal da missão é adquirir carne para hambúrgueres, mas depois da entrada deste produto, os cortes nobres também terão acesso ao mercado dos Estados Unidos, explicou Moussalle.
A missão está no Rio Grande do Sul a convite do Sicadergs e Sebrae/RS. ‘‘Agora está nas mãos do governo’’, afirmou o dirigente, sobre a expectativa de exportação de carne bovina para os Estados Unidos. Rio Grande do Sul e Santa Catarina tornaram-se candidatos a fornecer o produto para os norte-americanos desde que a região foi declarada zona livre de aftosa com vacinação.
Além do Rio Grande do Sul e Santa Catarina também o Paraná está na mira de grandes importações de carne. A Meat Imported Council of America acompanha o avanço do Paraná na busca do certificado de ‘‘zona livre de febre aftosa com vacinação’’ e não afasta a possibilidade de negociar carne nesse Estado, segundo fonte do Sebrae/RS. O interesse também é desperdato pelo referencial de qualidade de carne e de gado das exposições de Londrina e Maringá, segundo a fonte.

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