Katia Baggio
De Londrina
Especial para a Folha
Uma comitiva de 31 empresários de pequenas e médias empresas vai participar da Exporueda 99 - 5ª Rodada Internacional de Negócios, que começa amanhã e termina no sábado em Assunção, no Paraguai. São 20 empresários do noroeste do Estado e 11 londrinenses.
A missão está sendo organizada pelo Sebrae/PR e, em Londrina, pela Acil.
É a primeira vez que Londrina terá representantes tentando conquistar o mercado externo nesse evento. O grupo é formado por empresários dos setores de cosméticos, confecções, produtos eletrônicos, de construção e alimentícios.
Entre as empresas que estarão representadas na rodada de negócio, uma será a londrinense Sávio Sorvetes. O objetivo é exportar para os países do Mercosul.
Érico Sávio conta que num primeiro momento pensou em participar da Rodada apenas para conhecer as novidades no setor de maquinários, mas mudou de opinião quando ouviu os depoimentos de empresários que começaram a exportar a partir das rodadas internacionais. ‘‘Percebi que podemos oferecer nosso produto pronto para que eles comercializem com sua própria marca’’diz.
A maior vantagem, na opinião de Sávio, é que a empresa vai se preocupar apenas com o transporte. A distribuição e comercialização ficam sob responsabilidade do cliente. A garantia é o fechamento do negócio com cartas de crédito.
Sávio considera ‘‘um bom começo’’ se a empresa fechar um lote de 15 mil a 20 mil litros de sorvete, que correspondem ao carregamento de um caminhão freezer. Ele pretende oferecer, a princípio, os potes de 2 litros e outros dois ou três produtos.‘‘Temos capacidade para produzir até 40 mil litros de sorvete por semana para o mercado externo. Isso significaria 50% a mais do que produzimos hoje sem exportar’’, explica.
A IPTC, de Maringá, que produz tubos e cones para a indústria têxtil, também aposta no Mercosul para ampliar suas exportações. Este ano, a empresa começou a exportar cerca de 5% de sua produção para o Paraguai e Uruguai. O empresário Antonio Costa espera conquistar mercado na Argentina e quintuplicar as vendas externas.‘‘As taxas cambiais estão favoráveis ao Brasil e temos capacidade instalada para absorver pelo menos 25% da demanda desses três países’’, prevê Costa.
Segundo o Sebrae, o Mercosul é um mercado atraente para as empresas brasileiras pela facilidade de comunicação e negociação, proximidade geográfica - que reduz o custo do transporte - e até pelo nível de exigência dos consumidores, menos rigoroso que os mercados norte-americano e europeu. A última Exporueda gerou US$ 33,8 milhões em negócios, segundo informaram as empresas participantes. O evento acontece junto com a Expoparaguai, considerada a maior feira agroindustrial do Paraguai.

mockup