Missão do FMI fiscaliza metas brasileiras
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segunda-feira, 01 de novembro de 2004
Lu Aiko Otta<br>Agência Estado 
Brasília Uma missão de técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) chega ao País entre hoje e amanhã para a nona e penúltima revisão do programa com o Brasil. Caso as metas referentes ao terceiro trimestre do ano sejam consideradas cumpridas, o Fundo liberará mais uma parcela de cerca de US$ 1,3 bilhão de um empréstimo no valor total de US$ 14 bilhões. Esse dinheiro, porém, não deverá ser sacado, a exemplo do que ocorreu ao longo de todo este ano.
O governo brasileiro considera que o atual programa com o FMI tem um caráter emergencial o dinheiro só será sacado caso haja alguma turbulência no cenário internacional. As parcelas já liberadas pelo FMI este ano, que somam perto de US$ 4 bilhões, mais os cerca de US$ 8 bilhões liberados no final do ano passado, continuam à disposição do País.
O principal compromisso do Brasil com o FMI, o resultado primário (receitas menos despesas, exceto gastos com juros) do conjunto do setor público (municípios, Estados, União e empresas estatais), foi cumprido com folga. O saldo acumulado entre janeiro e setembro deste ano foi de R$ 69,77 bilhões, um valor R$ 12,87 bilhões acima da meta, que era de R$ 59,6 bilhões para o período. De acordo com projeções do Banco Central, a meta acordada com o FMI para todo o ano, de R$ 71,5 bilhões, será atingida já em outubro. O resultado das contas de outubro serão divulgadas no final deste mês.
Pelo cronograma, haverá mais uma revisão das contas brasileiras em fevereiro, quando os técnicos do FMI coletarão os resultados referentes ao período de outubro a dezembro. Nessa ocasião, também será liberada mais uma parcela de aproximadamente US$ 1,3 bilhão. Depois disso, o programa acaba e não é intenção do governo prorrogá-lo.


