Missão do FMI chega para revisar acordo
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segunda-feira, 01 de fevereiro de 1999
Agência Folha 
O vice-diretor do FMI, Stanley Fischer, chega hoje ao Brasil e assumirá o comando das negociações iniciadas ontem pela chefe da missão Teresa Ter-Minassian com a equipe econômica, no Ministério da Fazenda, para revisar o acordo firmado no ano passado que previa um empréstimo ao Brasil de US$ 41 bilhões. Esse acordo terá de ser alterado agora em função da nova política cambial do País. Stanley Fischer vem de Davos, na Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial.
Desse total, apenas US$ 9 bilhões já foram repassados aos cofres brasileiros. A segunda parcela, prevista para sair em fevereiro, terá que passar pela nova avaliação que o organismo internacional fará da situação econômica brasileira após a mudança da política cambial. O secretário-executivo do ministério da Fazenda, Pedro Parente, disse que a reunião de ontem serviu para estabelecer uma agenda de compromissos que serão cumpridos até o fechamento do novo acordo. Hoje as discussões vão se dar em torno, em primeiro lugar, da definição de qual seriam os cenários macroeconômicos que nós poderemos trabalhar para fazer as projeções que permitirão que a gente possa organizar o programa, disse Parente.
Essas novas projeções, segundo o secretário, se baseiam em parâmetros como o PIB (Produto Interno Bruto) e expectativas de crescimento e de inflação. O governo brasileiro deverá apresentar hoje os resultados fiscais de 98. Será apresentado formalmente aos técnicos do FMI, por exemplo, o resultado primário de R$ 5,8 bilhões no ano passado, que ficou além da meta de R$ 5 bilhões prevista no acordo firmado com o fundo no final do ano passado.
Além disso, o governo terá, também, para apresentar a missão do FMI, o balanço das medidas do ajuste fiscal que já foram aprovadas pelo Congresso, faltando apenas a CPMF na Câmara, que permitirá ao governo cumprir a meta de superávit primário de R$ 16 bilhões em 1999. Amanhã e quarta-feira, a área econômica do governo espera discutir, já com a participação de Fischer, a política monetária e as regras de intervenção. Nesse ponto das conversações o governo pretende deixar claro aos técnicos do FMI que fará todos os esforços necessários para evitar a volta da inflação e da carestia. Todos os instrumentos serão utilizados para evitar a volta da inflação.


