Carmem Murara
A juíza substituta da 14ª Vara da Justiça Federal de São Paulo, Tatiana Nogueira, recebeu no início da noite de ontem parecer do Banco Central (BC) defendendo a realização do primeiro leilão dos imóveis do Banco Bamerindus em liquidação, marcado para hoje às 14 horas, no hotel Mabu, em Curitiba. O documento seria analisado pela juíza que tinha em mãos um pedido de liminar para cancelar a venda. Até o fechamento desta edição, a juíza não havia se pronunciado.
O pedido de cancelamento foi feito pelos advogados da Associação dos Investidores Minoritários do Bamerindus. O advogado Sérgio Zahar Júnior alegou que os imóveis foram avaliados de maneira irregular. ‘‘O HSBC é parte interessada no leilão, o que compromete a avaliação dos bens’’, afirmou o advogado Sérgio Zahr Filho, que esperava a decisão da juíza na porta do gabinete da juíza da 14ª Vara. O HSBC comprou o Bamerindus em março de 1997, após intervenção do BC.
Se conseguir concretizar o primeiro leilão, o Banco Central, que é o liquidante do Bamerindus, fará uma segunda venda após o dia 15 deste mês, em São Paulo. A intenção é vender aos poucos os cerca de 200 imóveis que pertecem ao Bamerindus em liquidação. Entre os bens estão agências bancárias, terrenos, casas e apartamentos que fazem parte da massa em liquidação.
Os minoritários não se conformam com a venda dos ativos do Bamerindus como está sendo feita. No caso dos imóveis, eles entraram com pedido de liminar na esperança de que se repetisse a mesma decisão do ano passado. Em junho de 98, a própria 14ª Vara da Justiça Federal de São Paulo havia cancelado o leilão. Mas a liminar foi cassada no final de março pela juíza Terezinha Caserta, do TRT de São Paulo.

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