Terminou ontem o prazo para os acionistas minoritários aderirem ao leilão de privatização da Copel, vendendo suas ações para o governo do Estado. O número de acionistas e a quantidade de ações ofertadas devem ser divulgados hoje pela Bolsa de Valores de São Paulo. As corretoras e o Banco do Brasil passaram o dia de ontem finalizando as operações de venda.
O leilão das ações dos minoritários, que detêm 15% das ações ordinárias da Copel, será aberto amanhã na Bovespa, mas só terminará no dia 5 de novembro, cinco dias após a venda da Copel. O prazo é para que possa ser definido o valor dos lotes.
O preço para o lote de mil ações é composto de parcela fixa e de outra variável. A fixa é de R$ 11,50 mais a variação da Taxa de Juros a Longo Prazo. A parte variável é formada por 30% do ágio nas ações em cima de um preço fixado em 1998.
Na sexta-feira termina também o prazo para que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) encaminhe para a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) a relação das empresas que foram aprovadas para o leilão. A lista das pré-qualificadas é formada pela Altere Participações (empresa do gestor de fundos GP Participações), pelo consórcio Maromba (Votorantim e Vale do Rio Doce) e pela belga Tractebel.
A Aneel verifica a concentração de mercado de cada uma. As empresas não podem deter mais de 20% do mercado de geração ou distribuição de energia do País. O limite da atuação por região é de 25% no sistema Sul-Sudeste-Centro Oeste e de 35% no Sistema Norte-Nordeste. As interessadas têm ainda que estar em dia com as obrigações da Aneel.
A CBLC verifica a documentação jurídica e fiscal das pré-qualificadas. O resultado sairá na segunda-feira(C.M.)

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