Os ministros da Fazenda, Pedro Malan, e da Previdência Social, Waldeck Ornélas, se reuniram ontem para discutir a contribuição dos efeitos da reforma previdenciária para o programa de ajuste fiscal. ‘‘Estamos avaliando o efeito da reforma’’, informou Ornélas, ao deixar o prédio do Ministério da Fazenda, por volta de 13 horas.
Ele negou, porém, que tivessem discutido o aumento da contribuição previdenciária cobrada dos servidores públicos - uma das medidas que poderá integrar o ajuste fiscal de curto prazo.
Malan chegou bem-humorado ao Ministério da Fazenda, em torno de 11 horas. Lá, reuniu-se com os secretários-executivos da Fazenda, Pedro Parente e do Planejamento, Martus Tavares, o secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guimarães e o secretário de Acompanhamento Econômico, Bolívar Moura Rocha, além de assessores.
Parente e os demais técnicos trabalharam ao longo de todo o final de semana, mas nenhum deles revelou o conteúdo das medidas em elaboração. ‘‘Estamos concluindo o programa de ajuste para entregar ao presidente, mas ninguém anunciará nenhuma medida antes do dia 20’’, disse Parente.
Ontem foi a primeira vez, neste feriado prolongado, que Malan participou das reuniões na Fazenda. Os técnicos trabalham num programa de ajuste fiscal que terá duas vertentes: uma de curto prazo e outra contemplando mudanças estruturais que gerarão economia a médio e longo prazos.
Para obter a economia necessária de caráter imediato, estimada em pelo menos R$ 25 bilhões para 99, a equipe conta principalmente com o corte de gastos no governo federal, além de medidas para aumentar a arrecadação federal.Dida Sampaio/Agência EstadoNada a declararMalan deixa ministério depois da reunião sobre ajuste: medidas só serão anunciadas no dia 20Agência Estado

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