Campo Grande O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, esteve ontem no Mato Grosso do Sul, onde foram detectados casos de febre aftosa. Ele desembarcou em Campo Grande e viajou para Eldorado para ver de perto os trabalhos de combate e controle da febre aftosa na Fazenda Vezozzo. O ministro conversou com autoridades sanitárias de Mato Grosso do Sul e Paraguai, além de pecuaristas dos cinco municípios que tiveram seus rebanhos interditados devido ao problema constatado segunda-feira na Vezozzo.
Ao desembarcar, Rodrigues evitou qualquer comentário sobre uma ação criminosa em torno do acontecimento, dizendo que ''até que seja provado o contrário, vou encarar o fato como acidente''. Em seguida, anunciou que já estão destinados R$ 3,5 milhões em verbas, acrescentando que ''este valor deve ser elevado na próxima semana, e por enquanto há garantia destes R$ 3,5 milhões''. Para o ministro, o foco de febre aftosa não foi consequência de qualquer tipo de procedimento negligente por parte da União. O trabalho de defesa sanitária teria R$ 79 milhões em todo o País, mas apenas R$ 12 milhões deste total foram liberados.
A declaração vai contra a insatisfação já manifestada de Rodrigues com a área econômica do governo, que estaria segurando a liberação de recursos para vigilância sanitária. Segundo uma fonte, o ministro, em conversas reservadas no ministério ou com pecuaristas, já há algum tempo vinha alertando para o risco de reaparecimento de aftosa devido à falta de verbas para vigilância sanitária.
O aparecimento da doença significa um golpe forte no mercado pecuarista brasileiro, sobretudo nas exportações, onde o Brasil ocupa atualmente a posição de maior fornecedor mundial.

mockup