‘‘O ministro viu com bons olhos a nossa reivindicação’’, afirma Farage Khouri, presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agrícolas do Paraná. A reivindicação, feita ontem ao ministro Francisco Dornelles, é que o governo estipule cotas de importação de confecções da China para não prejudicar ainda mais a indústria brasileira. O assunto será discutido amanhã em Brasília.
Representante do setor, Khouri diz que o ministro não só entendeu a importância da proposta como aceitou o convite para conversar com empresários em Londrina sobre a formação de um pólo têxtil na região. O encontro ficou marcado para julho. ‘‘Vamos precisar de linhas de crédito para sobreviver e modernizar a produção, e queremos capital de giro de verdade para os pequenos’’, adianta Khouri.
Segundo Khouri, ‘‘o País não pode continuar sendo explorado desta forma, a ponto de quebrar a sua segunda maior geradora de mão-de-obra’’ (o setor de confecções). O problema é que o produto da China entra no Brasil com preços subfaturados, explica Khouri. ‘‘O custo da mão-de-obra de uma camisa nacional chega a R$ 4 ou R$ 5, enquanto o produto chinês é vendido até por R$ 1’’. (Bete Fagundes)

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