Ministro reafirma otimismo em negociações com a UE
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terça-feira, 04 de maio de 2004
Agência Estado 
Belo Horizonte - Apesar dos ''momentos de dificuldades'', o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse ontem que é preciso ser otimista com relação a um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Européia (UE). ''Toda negociação é um processo difícil'', destacou o ministro, ao comentar as conversas entre os dois blocos. ''Tem havido avanços, momentos de dificuldades, mas seremos otimistas'', afirmou, em rápida entrevista concedida após se encontrar com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), no Palácio da Liberdade.
Amorim não falou sobre a reunião do Comitê de Negociação Bi-regional do Mercosul e União Européia, iniciada na segunda-feira, em Bruxelas, na Bélgica. O ministro reiterou que o governo brasileiro concentra hoje seus esforços nas negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Para o chanceler brasileiro, o prazo estipulado para a implementação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), em janeiro de 2005, poderá ser cumprido desde que os 34 países que negociam a formação do bloco se mantenham fiéis à ''arquitetura'' acertada em Miami (EUA), em novembro do ano passado. Por esse modelo, os países fechariam um acordo-geral mais simples sobre os temas em discussão e depois negociariam acertos mais profundos sobre questões de interesse específico, com um ou mais parceiros do bloco.
''Agora, o mundo é muito vasto, inclui China, Japão, Índia, África do Sul'', ponderou Amorim, se referindo a mercados que o governo brasileiro vem dando muita importância. A missão do Brasil à China, no final deste mês, foi um dos assuntos discutidos entre o ministro e o governador de Minas. Aécio participará da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro destacou que o país asiático é o mercado que mais cresce no mundo e, mesmo que sofra uma retração nos próximos anos, ''há muito ainda o que desbravar''. ''Com a China, há dez anos, nosso comércio era de cerca de US$ 1 bilhão, hoje é de US$ 8 bilhões, sendo que grande parte desse aumento se deu nos últimos anos. Então, há uma perspectiva enorme de crescimento nesses mercados que temos de explorar.''
De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Robson Braga de Andrade, 45 empresários mineiros participarão da comitiva do Estado que visitará a China.


