Brasília O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, enumerou ontem três prioridades da pasta que pretende seguir até outubro do ano que vem, quando ocorre nova eleição presidencial. A primeira é fortalecer as ações de defesa sanitária, com destaque para a erradicação da febre aftosa. A segunda é criar políticas agrícolas, com ênfase para o seguro rural. O terceiro ponto é a rastreabilidade e a certificação de alimentos para oferecer aos consumidores produtos de qualidade.
''Essas três são prioridades zero. Estamos perseguindo vigorosamente esses três pontos'', afirmou Rodrigues. Ele participou ontem da cerimônia de comemoração dos 145 anos do Ministério da Agricultura. Ele lembrou, também, que o Brasil é o segundo país do mundo que menos paga subsídios ao setor agrícola, segundo levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O primeiro é a Nova Zelândia.
Rodrigues lembrou que, para que as metas sejam cumpridas, é preciso que o ministério tenha recursos. Segundo ele, houve aumento da arrecadação no primeiro semestre e, com isso, será possível um repasse adicional de recursos para o Ministério da Agricultura. Nesse sentido, o ministro afirmou que, para o orçamento do ano que vem, é possível o aporte de verba para a chamada Operação Oficial de Crédito, o 2OC. Com esse dinheiro, o governo pode, por exemplo, lançar contratos de opção, o qual dá o direito, mas não a obrigação, de o produtor entregar determinado produto ao governo por um preço pré-estabelecido.
Para o ministro, surtiu efeito o ''tratoraço'' que reuniu produtores no fim do mês passado em Brasília. Ele admitiu, no entanto, que as medidas anunciadas pelo governo não são suficientes. ''É aquele velho problema. O cobertor é curto'', disse o ministro. Ele comentou que os R$ 3 bilhões que serão destinados para que os produtores quitem suas dívidas junto às empresas fornecedoras de insumos, devem ser disponibilizados na semana que vem. Na semana passada, a expectativa do governo era de que o dinheiro fosse liberado ainda nesta semana.
Rodrigues irá hoje a Buenos Aires, onde participará das reuniões do Conselho Agropecuário do Sul (CAS). Além do Brasil e da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai integram o conselho.

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