O corregedor geral da Justiça do Trabalho, ministro Almir Pazzianotto, defendeu ontem a extinção de alguns Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), em Estados onde o volume de processos é pequeno. ‘‘Deveríamos fundir os pequenos tribunais de Estados como o Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, onde há poucas ações’’, afirmou Pazzianotto. O corregedor está em Curitiba para fazer uma inspeção no TRT do Paraná. Ele se posicionou contrário à proposta de criação de mais 300 Juntas de Conciliação, que tramita no Congresso.
Segundo Pazzianotto, cada Junta de Conciliação tem um custo mensal de R$ 35 mil, somente para a folha de pagamento. Ele defende a redução de custos e o fim da ineficiência de tribunais ociosos. Hoje, a Justiça do Trabalho é o órgão que consome o maior orçamento da União. Foram R$ 2,8 bilhões aprovados para este ano.
Com o fechamento de TRTs que têm pequeno volume de trabalho, seria possível fazer um remanejamento de até 60 juntas de uma região para outra. Os lugares carentes de novas estruturas são as regiões Sul e Sudeste, onde os processos se acumulam. Somente no Paraná, 114 mil processos deram entrada na Justiça do Trabalho em 1996. Deste total, 62,3 mil ficaram pendentes.

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