Apesar de a lei das micro e pequenas empresas, em vigor desde o segundo semestre de 2007, ter aumentado em 4,5 vezes a participação desse segmento empresarial no mercado nas compras governamentais - de R$ 2 bilhões em 2006 para R$ 9,5 bilhões ano passado - o governo federal pretende aumentar ainda mais o acesso das empresas de menor porte ao setores responsáveis pelas compras governamentais.
Com esse objetivo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo quer aproximar os técnicos responsáveis pelas compras governamentais das micro e pequenas indústrias nacionais, principalmente na região Sul, as que menos vendem para o governo federal. Ano passado, o total das compras governamentais atingiram a R$ 34,5 bilhões e a região Sul, segundo dados oficiais, foi a que menos vendeu: R$ 1,7 bilhão. ''Há um enorme potencial a ser explorado pelas empresas do Paraná e dos demais estados do Sul'', lembra o ministro.
Apenas como comparação, as micro e pequenas empresas da região Nordeste venderam R$ 12,8 bilhões e do Norte, em terceiro lugar, R$ 5,4 bilhões. Os estados do Sudeste forneceram bens e serviços no calor de R$ 9,7 bilhões e o Centro-Oeste, R$ 4,6 bilhões. A oportunidade para que os micro e pequenos empresários, principalmente do Sul, conheçam quais são os itens que o governo pretende aumentar as compras será viabilizada ainda este ano, quando o Ministério do Planejamento e o Sebrae realizarão, em Brasília, uma feira com exposição de produtos fabricados por micro e pequenas empresas aos técnicos de diversos ministérios e outros órgão governamentais encarregados dos setores de compras. A data do evento ainda não foi confirmada.
Enquanto micro e pequenos empresários expõe seus produtos, os técnicos ministeriais, além de conhecer potenciais fornecedores, ficarão à disposição dos expositores para esclarecê-los sobre os diversos mecanismos de compra do governo - modalidades de licitações, principalmente o pregão eletrônico e sobre os produtos e serviços de interesse governamental. A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento diz que há campo para a contratação dos serviços de tradutores e para pequenos consertos e obras de manutenção.

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