Ministro prevê piora do quadro em agosto
A crise internacional pode ter prejudicado a retomada do mercado de trabalho também em agosto, quando se esperavam resultados melhores nas pesquisas de desemprego. Os números deste mês só serão conhecidos no final de setembro e, sem fazer qualquer previsão, o ministro do Trabalho, Edward Amadeo, ao comentar ontem o aumento do desemprego em julho, reconheceu que o comportamento do empresariado não é favorável neste momento. Numa situação de incertezas, as empresas tendem a se retrair, disse. Mas é temerário qualquer previsão num momento de crise em potência máxima.
Mesmo com o novo avanço da taxa de desemprego medida pelo IBGE, de 7,9% em junho para 8,02% em julho, ele manteve sua previsão de encerrar o ano com o desemprego em torno de 6% a 7%. A lógica é simples: desde janeiro, o índice tem ficado aproximadamente dois pontos porcentuais acima do alcançado no mesmo mês de 1997. Isso significa acabar o ano com algo pouco menor do que 7%.
Pelos dados do IBGE, São Paulo foi particularmente afetada. A Região Metropolitana tinha 664.082 desempregados em junho e no mês passado os desocupados já eram 685.852. Nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte houve redução das taxas. No longo prazo, afirmou o ministro, as perspectivas são melhores.
Isso porque, apesar da turbulência global, ele disse que o Brasil está demonstrando ter vantagens em relação aos demais países emergentes. A determinação do governo de manuter a política econômica, a transparência das informações dos governantes, baseadas em dados reais, e principalmente o apoio popular e do Congresso ao presidente Fernando Henrique mudam todo o quadro, segundo o ministro.





