RIO - O ministro da Ciência e Tecnologia, José Israel Vargas, estimou ontem no Rio que a indústria do software até o ano 2000 deverá exportar cerca US$ 2 bilhões, o que significará dominar 1% do mercado mundial de programas para computador. De acordo com o ministro, em 1995 as exportações chegaram a movimentar US$ 150 milhões. ‘‘Para alcançarmos estas metas o ministério criou em 1993 o programa Softex, que visa incentivar as exportações’’, contou.
O ministro disse ainda que nesta semana foi criada, em Campinas, a Sociedade Brasileira para Exportação de Software, uma fundação administrada pela iniciativa privada, que deverá a partir de agora desenvolver o programa Softex. O ministério estima que com a instalação do novo núcleo, em São Paulo, a produção nacional, até junho do ano que vem, deverá dobrar.
Israel Vargas ressaltou ainda que com um baixo volume de investimentos o setor de produção de softwares gera muitos empregos. Segundo o ministro, no último ano, o governo federal investiu R$ 30 milhões, os Estados e municípios outros R$ 30 milhões e a iniciativa privada cerca de R$ 40 milhões. ‘‘Com este baixo investimento foram gerados cinco mil empregos diretos e 10 mil indiretos’’, disse.
Segundo Vargas, se for concretizado o crescimento estimado, até o ano 2000 terão sido gerados 50.000 empregos diretos e o dobro de indiretos. No Brasil, existem atualmente cerca de 700 empresas de produção de programas para computador divididas em 20 núcleos espalhados pelo País.

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