Ministro precisa regulamentar empréstimo para aposentados
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terça-feira, 23 de setembro de 2003
Fabiana Futema<br> Agência Folha 
São Paulo - O empréstimo com desconto direto em cerca de 19 milhões de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisa ser regulamentado pelo Ministério da Previdência.
Apesar de o decreto que regulamentou o crédito com desconto em folha para os trabalhadores da iniciativa privada estender essa possibilidade para os aposentados, a Previdência ainda não pode realizar essa operação. ''A lei atual não permite que o INSS faça esse tipo de desconto no benefício do aposentado. O único desconto que se pode fazer é o da contribuição para a associação de representação da categoria'', disse o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), João Rezende Lima.
No entanto, o Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical disse que esse sinal verde será dado no dia 10 de outubro pelo ministro da Previdência, Ricardo Berzoini. ''O ministro (Ricardo Berzoini) assinará neste dia um convênio com os aposentados da Força autorizando o empréstimo com desconto na aposentadoria'', disse o presidente do sindicato, João Batista Inocentini.
Procurada pela reportagem, a assessoria de Berzoini não confirmou as informações de Inocentini.
Inocentini disse que os aposentados querem empréstimos com juros menores do que aqueles que serão cobrados dos trabalhadores da iniciativa privada. Os bancos já sinalizaram a possibilidade de conceder empréstimos com juros de 2% a 3,9% ao mês para as modalidades de crédito com desconto direto no holerite.
O vice-presidente de Varejo do Banco do Brasil, Edson Monteiro, disse que não é possível fazer ''milagre'' na redução de juro. O BB já oferece duas modalidades de crédito para os aposentados que são correntistas do banco e recebem o benefício do INSS por meio de depósito em conta corrente. Para eles, os juros mensais variam de 4,90% (correntistas) a 5,90% (não-correntistas).
''O empréstimo tem um custo para o banco que gira em torno de 1,60%. Além disso, temos a cunha fiscal (impostos), custo da operação e risco do crédito'', disse Monteiro.
Segundo ele, os juros aos aposentados devem ficar próximos aos que serão oferecidos aos trabalhadores da iniciativa privada, que variam de 2,60% a 3,80% ao mês no BB.


