Ministro pede renegociação de dívidas
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Ana Paula Ribeiro 
São Paulo - O governo federal voltou a analisar a questão das dívidas atrasadas dos produtores rurais, que somam cerca de R$ 130 bilhões. As negociações deveriam ter sido concluídas no final do ano passado, mas com a perda da arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) elas foram suspensas.
Ontem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) recebeu os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e José Múcio (Relações Institucionais), além de membros da bancada ruralista.
A previsão é que na segunda-feira Mantega apresente uma resposta sobre a situação dos produtores endividados.
Stephanes voltou a defender que a questão precisa ser discutida de forma técnica e que é necessário retirar a ''gordura'' dessa dívida.
''A questão da dívida rural tem que ser tratada de forma técnica e de acordo com a complexidade de cada caso. (...) Tem que analisar as dívidas e retirar a gordura acrescentada a elas'', defendeu.
Além disso, afirmou que a renegociação tem que ser feita de acordo com a renda do produtor rural.
Um dos pontos que serão analisados é o período considerado para a renegociação. A princípio seria até dezembro de 2007. No entanto, como a negociação foi suspensa no final do ano passado, novas parcelas da dívida vencerão entre janeiro e março e os produtores querem que elas sejam incluídas também no processo.
O valor que pode entrar na negociação varia entre R$ 30 e R$ 40 bilhões, que são dívidas de pequenos e grandes produtores rurais.
O ministro das Relações Institucionais, José Múcio, também defendeu um acordo com os produtores rurais e afirmou que a renegociação é necessária.
O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado Marcos Montes (DEM-MG), disse que viu ''boa vontade'' no ministro Mantega. Ele solicitou, ainda, que o secretário-executivo da Fazenda, Bernard Appy, dê subsídios técnicos ao ministro da Fazenda.


