Ministro pede estudo para ampliação do Porto
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2003
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Paranaguá Dentro de 20 dias, uma equipe técnica do governo estadual, liderada pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), deve ter pronto um estudo que aponte alternativas mais econômicas para o projeto de ampliação do Porto de Paranaguá. A informação foi dada ontem pelo ministro dos Transportes, Anderson Adauto, que se reuniu com o governador Roberto Requião (PMDB) e alguns secretários de Estado.
O estudo vai ser uma tentativa de reiniciar em breve a licitação para ampliação do cais oeste do porto em 820 metros, paralisada por causa de uma portaria do ministro, publicada no dia 4 no Diário Oficial. Adauto suspendeu 111 licitações em andamento por todo o Brasil, com a justificativa que quer definir prioridades para o ministério.
A ampliação do cais e a dragagem de canais do porto estava orçada em R$ 190 milhões. ''Acredito que haverá condições de fazer a obra por dois terços do preço inicial'', afirmou o ministro. Segundo ele, os recursos devem ser oriundos de um convênio entre o governo estadual e o Ministério dos Transportes.
De acordo com a assessoria de imprensa da Appa, a ampliação do cais depende ainda de levantamentos ambientais que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estão fazendo. Segundo a assessoria, análises preliminares indicam que a obra não causaria dano ao meio ambiente. A presidente do Movimento Ecológico do Litoral, Maria Esmeralda Quadros, acusa a Appa de projetar o cais oeste em cima de tubulação da Petrobras.
O secretário de Estado de Transportes, Waldyr Pugliesi, disse que também será reavaliado o custo para pavimentação de 14 quilômetros de vias de acesso ao pátio do porto. A assessoria de imprensa da Appa havia informado que a obra custaria R$ 12 milhões. ''Tenho orçamento de R$ 15 milhões a R$ 30 milhões'', informou ontem Pugliesi.


