‘‘O empresário que não se enquadrar nos canais modernos de informação e de tecnologia certamente vai perder lugar para seu concorrente’’. O alerta é do ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, que esteve ontem em Curitiba proferindo palestra durante a abertura do 9º Simpósio Internacional de Produtividade. Para o ministro, a produtividade e o conhecimento são requisitos básicos para a competitividade entre empresas.
Segundo o ministro, o conhecimento humano está substituindo conceitos antes mais valorizados. Ele lembrou que o mundo está mudando e as empresas têm que sobreviver. Nesse cenário, a tecnologia é o requisito que agrega valor e grande dinamismo no lugar de capital e trabalho. Destacou que as tecnologias aumentam as interconexões e o acesso à informação, o que melhora o desempenho das empresas.
O empresário atual não tem como se voltar à revolução tecnológica e para sobreviver tem que buscar parcerias com as universidades, que são depositárias do conhecimento, que podem gerar produtos competitivos para o mercado, afirmou. Sardenberg disse que o governo federal está se esforçando na concessão de bolsas para o nível universitário para elevar a geração de conhecimento e facilitar as parcerias com a iniciativa privada. O ministro estima que estejam em estudo de 70 a 80 mil bolsistas no Pais.
Sardenberg defendeu a parceria com a iniciativa privada como forma de elevar o número de bolsistas em tecnologia. O ministro lembrou que será criado um fundo de financiamento para novas tecnologias no valor de R$ 1 bilhão. Os recursos viriam do BNDEs, que vai financiar o dinheiro destinado às empresas. E a Finep – Financiadora de Estudos e Projetos – financiaria parte do projeto que cabe às universidade.
O ministro defende ainda a formação desse fundo também com recursos destinados ao pagamento de Royalties. Ele lembra que os setores do petróleo e energia elétrica pagam royalties, que devem ser destinados à pesquisa em tecnologia. A atualização tecnológica deve ser universalizada, porque do contrario haverá uma ‘‘ apartheid’’, declarou. Ele falou da adesão à Internet 2 que vai permitir o funcionamento da telemedicina e da educação, à distância. (V.C)

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