São Paulo - O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, negocia com as empresas de telefonia um reajuste menor para o valor das chamadas de telefones fixos para celulares que a proposta de 9,71% (12,14% menos 20%) apresentada até agora pelas operadoras. Ele disse ontem que o desconto de 20% sobre o IGP-DI ''é significativo, mas ainda é pouco''.
O ministro preferiu não adiantar o desconto pretendido pelo governo para reajustar as tarifas, mas enfatizou que o indexador (IGP-DI) ''não reflete a verdade dos custos'' das operadoras de telecomunicações. Segundo Oliveira, o índice inflacionário absorve variações de preços sazonais de produtos que não estão relacionados à prestação do serviço de telefonia. Diante disso, ele pretende um desconto maior a título de produtividade.
''Como ministro das Comunicações, me sinto na obrigação de fazer gestões'', disse Oliveira ao justificar a sua interferência na negociação de tarifas, que seria atribuição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O ministro estima que as conversas em torno do índice de reajuste das chamadas fixo-móvel ainda durem cerca de 20 dias. Isso porque o aumento para o consumidor só será autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) após um acordo em torno da tarifa de interconexão, cobrada entre as empresas para remunerar o uso das redes.Essa tarifa de interconexão deveria ser definida por livre negociação entre teles móveis e fixas, mas a falta de um acordo levou algumas empresas a pedirem uma arbitragem da Anatel.
Este será o último ano em que o IGP-DI servirá como base para reajustar as tarifas das teles fixas. A agência prepara um índice setorial, baseado nos custos das empresas de telefonia, para ser aplicado a partir do próximo ano.

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