São Paulo – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles recusou a ideia de que o governo dá sinais contraditórios sobre o propósito de conter gastos e, ao mesmo tempo, conceder reajustes ao funcionalismo e renegociar a dívida dos Estados. Segundo Meirelles, o reajuste do funcionalismo prevê uma correção abaixo da inflação. "Qual a razonabilidade de bloquear isso a qualquer custo quando temos coisas maiores entrando no pipeline? Esse aumento é menor do que a inflação e os gastos com pessoal vão cair em termos reais [descontada a inflação] pela primeira vez em muitos anos", afirmou. "É um projeto realista, não é nada contra [a ideia] predominante", disse. "Um congelamento nominal duraria uma semana, pararia o País, as empresas parariam."
Sobre o acordo com os Estados (leia mais na página 2), Meirelles disse que o intuito era "fazer algo eficaz". "O problema fiscal não é só do governo federal", afirmou. (Mariana Carneiro/Folhapress)

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