Ministro lança câmara setorial do algodão
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sexta-feira, 26 de agosto de 2005
Mariana Guerin<br>Enviada a Cuiabá 
Cuiabá Foi lançada na tarde de ontem, durante a Bienal dos Negócios da Agricultura, em Cuiabá (MT), a Câmara Setorial do Algodão, com a presença do ministro Roberto Rodrigues, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O objetivo da câmara, segundo o ministro, é reunir todos os agentes da cadeia produtiva, desde agricultores até a indústria e também corretores, para garantir sustentabilidade à atividade.
Para o presidente da câmara, Sérgio De Marco, da Associação Matogrossense de Produtores de Algodão (Ampa), a maior busca do segmento será o aumento das exportações, ''principalmente de fios e roupas''.
Ainda ontem, os produtores rurais matogrossenses representados pelo presidente da Federação da Agricultura do Mato Grosso (Famato), Homero Alves Pereira entregaram um documento ao ministro, reclamando do descaso da equipe econômica do governo para com os agricultores brasileiros. O documento, endereçado ao presidente Luis Inácio Lula da Silva, apontou a lentidão na prorrogação das dívidas da safra passada como um entrave para o plantio da safra 2005/06.
''A ínfima participação da agricultura no orçamento da União compromete não só a produção como também a pesquisa. A Embrapa perdeu o estímulo para trabalhar em decorrência da falta de recursos'', assinalou Pereira. Ele ressaltou ainda que a falta de investimentos em defesa sanitária poderá fazer com que os pecuaristas brasileiros percam o mercado conquistado nos últimos anos.
Para Roberto Rodrigues, a falta de recursos e de logística ainda são os principais gargalos da agropecuária nacional. No entanto, ele afirmou que o Brasil possui terra, tecnologia e produtores para crescer até 50% nos próximos 15 anos. Um mercado promissor, de acordo com Rodrigues, é o da agroenergia. ''A demanda por fontes de energia renováveis deverá incentivar a produção de até três bilhões de hectares de oleaginosas diversas, como soja, girassol, mamona nos próximos anos'', disse.
Questionado pelos produtores sobre os R$ 3 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a prorrogação das dívidas de custeio da safra passada, Rodrigues explicou que os recursos já estão disponíveis, mas o impasse das indústrias têm dificultado o acesso às verbas. Já a quantia destinada ao custeio da próxima safra ainda não está definida, segundo o ministro.
A repórter viajou à Cuiabá a convite da Famato


