Ministro lança 4 termoelétricas no Paraná no dia 21
Carmem Murara
De Curitiba
O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto, estará na próxima quarta-feira em Curitiba para acompanhar o lançamento do projeto para construir quatro termoelétricas no Estado. As novas usinas serão feitas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) em parceria com a iniciativa privada. A construção representa um investimento total de R$ 600 milhões.
As termoelétricas serão construídas em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), em Figueira (Norte Pioneiro), em São Mateus do Sul (Região Sul) e outra entre os municípios de Londrina e Maringá. O local exato ainda não foi definido pela Copel.
A primeira usina será erguida em Araucária, cujo projeto está em fase adiantada. A previsão feita pelo presidente da Copel, Ingo Hubert, é de que ela estará concluída num prazo máximo de dois anos. A termoelétrica terá uma potência instalada de 450 megawatts, capacidade para abastecer três cidades do porte de Londrina ou um município com 1,5 milhão de habitantes.
Em Araucária, a Copel tem parceria com a British Gas (Inglaterra), com El Paso (EUA) e com a Petrobrás Distribuidora. Na usina que será construída na região de Londrina, a sociedade da Copel é com as empresas Pan American Energie e com o grupo paranaense Teig e Inepar. Esta termoelétrica terá potência de 400 megawatts. Em todos os projetos, a Copel entra com uma participação máxima de 30% das ações.
A usina de Figueira será abastecida com carvão mineral e não com gás, como ocorrerá em Londrina e Araucária. A termoelétrica já funciona no município, desde 1963, com potência de 20 megawatts. Ela será ampliada para 120 megawatts. A parceria é entre a Copel e a Companhia Carbonífera de Camburí, que administra atualmente a termoelétrica.
A termoelétrica de São Mateus do Sul vai funcionar à base de rejeitos de xisto. A sociedade da Copel é com a Petrosix (Superintendência Industrial do Xisto - Petrobrás) e com a Companhia Portland de Cimentos (grupo Votorantim). Com exceção de Araucária, as demais termoelétricas entram em operação a partir de 2002.





