O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Sérgio Amaral, disse ontem em São Paulo que, embora a desvalorização do real tenha provocado uma forte redução nos recursos do Proex (Programa de Financiamento às Exportações) não faltará dinheiro para os exportadores. ''Isso é fato'' afirmou o ministro, em entrevista à imprensa na Câmara Americana de Comércio (Amcham), onde participou de um almoço com empresários.
''O governo está ciente que houve perda de recursos com a desvalorização, mas, em 2002, liberaremos recursos suplementares quantas vezes sejam necessárias.'' De acordo com ele, o objetivo do governo é que as pequenas e médias empresas sejam atendidas à medida de suas necessidades.
O ministro lembrou também que o governo vai criar uma espécie de ''think tank'' (grupo de pensadores ou especialistas) para estudar os impactos macroeconômicos decorrentes das grandes negociações comercias nas quais o Brasil está envolvido, tanto no âmbito multilateral como regional. De acordo com ele, a idéia é juntar especialistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Fundação Centro de Estudos em Comércio Exterior (Funcex) ao grupo já formado por pessoas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para descobrir onde o Brasil perde ou ganha.
Os setores mais visados para esses levantamentos são os de papel e celulose, telecomunicações e informática, plásticos, automóveis, eletreletrônicos, petroquímico, farmacêutico, siderúrgico e bens de capital. O ministro elogiou também o desempenho do setor de agribusiness no comércio exterior e disse estar entre os mais competitivos do País. ''O problema está nas barreiras comerciais impostas aos nossos produtos, mas a redução ou eliminação delas (barreiras) será o nosso principal objetivo na próxima rodada de negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC)'', disse.

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