Ministro garante que não haverá desabastecimento
O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, assegurou ontem que o País não ficará desabastecido de energia elétrica nos próximos anos por causa da entrada em operação de pelo menos 13 termelétricas. A afirmação foi dada durante solenidade no Palácio Iguaçu para anunciar o lançamento da pedra fundamental da termelétrica de Araucária, que começa a ser construída no município .Ele afirmou que o sistema elétrico nacional contará com mais 4 mil megawatts por ano até 2004, o que representa uma Itaipu a cada 12 meses.
Além disso, as chuvas das últimas semanas na região Sudeste tranquilizam o governo federal. Os reservatórios estão cheios, muitos deles com 90% da capacidade. A meta para este ano era ter um nível de 28% nos reservatórios, mas deve fechar com 32%. No ano passado foi apenas 18% e não houve blecautes e desabastecimento.
Segundo o ministro, o risco de déficit calculado em 5% pelo Operador Nacional de Sistema (ONS) está dentro do padrão. Não haverá racionamento ou falta de energia no sistema nos próximos anos, afirmou Tourinho. Ele admitiu, no entanto, que há 30 anos há crescimento da demanda de energia no Brasil mais do que cresce o Produto Interno Bruto (PIB). Desde o Plano Real, em 1994, a taxa de aumento tem batido recordes a cada ano, com exceção apenas de 99.
A expectativa do Ministério de Minas e Energia é que já para este ano ocorra um aumento de 5,5% no mercado consumidor. Se precisarmos de mais energia, as termelétricas suprirão, afirmou o ministro.
Quanto ao custo do gás, que abastecerá a maioria das 13 termelétricas do Programa Prioritário de Termenergia do governo federal, Tourinho disse que se está estudando uma maneira de o preço não impactar na fonte de energia. Ele afirmou que o Ministério estuda a criação de um fundo privado para suprir a diferença caso haja uma desvalorizaçãoda moeda nacional frente ao dólar, por exemplo. Ele não deu mais detalhes do fundo. O governo federal está empenhado ainda, disse, em estimular a cogeração de energia e a criação das Pequenas Centrais Elétricas (PCHs). (C.M.)





