Ministro do STJ libera cobrança em Jacarezinho e aumento nos pedágios da Econorte
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sexta-feira, 01 de março de 2019
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio de Noronha, atendeu a pedido da Econorte e suspendeu os efeitos da liminar que fechou a praça de pedágio da concessionária instalada em Jataizinho e reduziu em 26,75% os valores nas cancelas de Sertaneja e Jataizinho. Com a decisão, a pedagiadora volta a ativar a praça próxima à divisa com São Paulo e retomará a cobrança de tarifas nos valores definidos em 1º de dezembro de 2018, a partir de 0h deste sábado (2).
Com isso, os valores para automóveis passam a ser de R$ 22 em Jataizinho, R$ 20,30 em Jacarezinho e R$ 18,90 em Sertaneja. A concessionária informa que, com a decisão, são retomados os serviços de atendimento médico e mecânico emergencial, conservação de rodovia e manutenção do pavimento, "que estavam impedidos pela liminar até então em vigor".

Desde novembro do ano passado, a concessionária trava uma luta na Justiça Federal para manter a praça de pedágio e os valores de tarifas definidos em dezembro do ano passado. O MPF (Ministério Público Federal) obteve liminar que suspende todos os aditivos feitos ao contrato de concessão de rodovias federais à Econorte que permitiram a instalação da praça de cobrança em Jacarezinho, ampliando o volume de cobranças na divisa com São Paulo, retiraram das obrigações a construção do Contorno Norte de Londrina e reduziram as obrigações de duplicações, além de ampliar as obrigações para trechos das rodovias BR-153 e PR-090.
A Econorte também se vê envolvida nas fases 1 e 2 da Operação Integração, deflagrada pela força-tarefa da Lava Jato. As investigações do MPF indicam que as concessionárias e políticos do governo estadual engendraram um esquema de corrupção em que as empresas pagavam propina em troca de aditivos que retiravam obrigações e aplicavam degraus tarifários sobre os valores cobrados.
O MPF calcula que os desvios levaram a um desvio que ultrapassa R$ 8 bilhões. O ex-governador Beto Richa (PSDB) e outras 32 pessoas se tornaram réus por participação no supostos esquema.


