Ministro diz que prioridade é a armazenagem
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
Gustavo Porto<br>Agência Estado 
Ribeirão Preto (SP) - O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, afirmou ontem, que a prioridade do Plano Agrícola 2013/14 será a armazenagem de grãos, tendo em vista os problemas com logística e infraestrutura para escoamento da produção do País. "Vamos lançar um plano nacional de armazenagem, com juros mais baixos e maiores prazos de pagamento e de carência", disse o ministro no discurso de abertura da 20ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), que começou ontem em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A feira completa 20 anos e segue até 3 de maio.
O tema armazenagem dominou as conversas entre Andrade e o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, no encontro que tiveram na noite de domingo, na Fazenda Santa Izabel, em Guariba (SP). A reportagem apurou que Andrade se mostrou preocupado com a questão de infraestrutura para armazenagem, e que lhe foi pedido um aumento do limite de financiamento por CPF, hoje em R$ 1,5 milhão. Segundo fonte do setor, esse limite daria para estocar apenas 140 mil sacas de grãos, volume considerado pequeno para grandes produtores. Andrade se hospedou na Fazenda Santa Izabel, de Roberto Rodrigues. Ele estava acompanhado dos secretários de Política Agrícola, Neri Geller, e de Cooperativismo, Caio Rocha.
Durante o discurso de ontem Andrade admitiu que a produção brasileira cresceu muito mais do que o esperado e criticou a falta de investimentos feitos para o escoamento da safra. "Isso mostra que teríamos que ter feito investimentos no passado, que não foram feitos." O ministro afirmou, ainda, que "tudo indica que a safra 2013/14 será novamente recorde" para mais de 184 milhões de toneladas de grãos. "Por isso, é preciso garantir renda ao agricultor e por isso teremos um plano de safra mais amplo e efetivo, com juros menores e com prazo de pagamento maiores", concluiu o ministro, sem citar números.
Na safra 2012/13 foram disponibilizados R$ 115,25 bilhões para agricultura empresarial e R$ 18 bilhões para a agricultura familiar.


