Ministro diz que não compraria um carro movido à alcool agora
Agência Estado
De São Paulo
O ministro das Minas e Energia, Rodolfo Tourinho disse ontem que não compraria um carro à álcool neste momento no Brasil, devido aos problemas que o setor está atravessando, com o aumento no preço do combustível. Há dez anos o setor perdeu credibilidade, pelo aumento da produção do açúcar em detrimento do álcool, e hoje eu diria que é muito difícil alguém pensar nisso, tentar comprar o carro à álcool, na medida que esse segmento se comporta da forma como está se comportando, disse. O ministro confirmou o leilão de 50 milhões de litros de álcool hidratado, do estoque regulador do governo, para a primeira quinzena do próximo mês.
Apesar das restrições de Tourinho ao carro à álcool, o governo federal quer fomentar a produção desse modelo de veículo e está apoiando todas as iniciativas dos Estados nesse sentido. Entre elas está a isenção sobre o IPVA, até o ano 2000 para os veículos à álcool licenciados em São Paulo, decretada pelo governador Mário Covas (PSDB). No entanto, o corte ao subsídio do álcool hidratado, determinado pelo governo, provocou reação imediata dos usineiros que aumentaram em 50% o preço do produto ao consumidor.
Tourinho disse ter se surpreendido com a audácia dos representantes de usineiros, na reunião de quarta-feira no Palácio dos Bandeirantes, com o governador Covas. Mandaram um documento com um plano de metas, segundo o qual a idéia é aumentar o preço do litro do álcool até chegar a R$ 0,93, disse o ministro, afirmando que o governo não vai permitir isso e usará todas as armas disponíveis, dos leilões de estoques à importação do produto. É preciso mudar a mentalidade dos empresários do setor para o carro à álcool voltar a ter credibilidade no Brasil.





