O presidente da Câmara de Gestão da Crise Energética e ministro da Casa Civil, Pedro Parente, disse ontem que o governo vai acelerar a definição da política para o setor energético. Desse processo faz parte a votação do projeto de lei 2.905, do deputado federal José Carlos Aleluia, que trata do assunto. ''Já mantivemos um contato inicial com o parlamentar e ele se mostrou aberto à discussão da matéria'', declarou Parente em Florianópolis, logo após reunião com representantes do setor elétrico dos governos de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
Presidente do Grupo Executivo de Energia Elétrica de Santa Catarina, o vice-governador Paulo Bauer também participou do encontro e disse esperar a solução federal para os próximos dois meses. Enquanto o Paraná aguarda a decisão para ampliar a produção de sua termoelétrica a gás de 20 MW/h para 140 MW/h, o Rio Grande do Sul espera captar investimentos industriais em torno do Complexo de Candiota. Santa Catarina pretende construir uma usina na sua região carbonífera (Sul), de 440 MW/h, capaz de abastecer uma cidade de 230 mil habitantes.
O custo está estimado em R$ 1,5 bilhão, com prazo de conclusão previsto para agosto de 2004. A Termoelétrica Sul Catarinense utilizará como combustível uma mistura com 70% de carvão bruto e 30% de rejeitos, empregando tecnologia moderna, de queima limpa do carvão mineral. Entre os investimentos possíveis em torno das termoelétricas, enumerou Bauer, estão a reciclagem de papel e a produção de cimento com a utilização de cinzas.
O ministro falou também do início do horário de verão. Embora ainda não seja uma decisão final, ele informou que deverá começar em 14 de outubro ''nos mesmos Estados do ano passado''. O anúncio oficial, segundo Parente, será feito nos próximos dias. Os Estados da Região Nordeste, adiantou, poderão aderir à mudança de horário, caso tenham interesse. ''Exceto a Bahia, por causa da posição geográfica'', acrescentou.

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