Ministro discute Código Florestal em Londrina
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sábado, 20 de dezembro de 2008
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
Produtores de Londrina e região se reuniram ontem com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, na Sociedade Rural, para discutir o novo Código Florestal. Na semana passada, o ministro fez um alerta aos defensores de mudanças no Decreto 6.514, que estabelece punições para crimes ambientais, de que não adianta alterar o decreto sem alterar pontos do Código Florestal.
O decreto em questão, considera, por exemplo, que plantações em áreas de várzea ou em encostas são irregulares. A medida, que entraria em vigor ainda este ano, foi adiada em 12 meses para que o produtor consiga cumprir as exigências ambientais, alteração que consta no documento que altera o decreto 6.514.
Ontem, Stephanes esteve na cidade para apresentar aos produtores locais todas as mudanças previstas na nova legislação e mostrar o mapa da produção no Brasil. Além de apresentar os choques dessas medidas no Estado, o ministro mostrou a necessidade de conciliar essas mudanças com a produção de alimento. Na opinião dele, a discussão sobre alterações no Código Florestal e no decreto têm que ser técnicas.
O maior problema, segundo ele, é que alguns pontos da legislação ambiental estão em vigor há décadas e que será muito difícil a adequação de todos os produtores às novas medidas, principalmente os de pequena e média propriedades. Antes não tinha punição. Agora tem?. A principal preocupação é que a produção de alimentos não seja comprometida, alertou o ministro. Conforme ele, a previsão é que cerca de dois milhões de agricultores sejam afetados no País. disse.
Outra questão que deve ser abordada, é que o governo federal ainda não sinalizou com a possibilidade de liberar verbas para financiar as alterações que os agricultores deverão fazer em suas propriedades para se adequar à lei.
O presidente da Rural, Alexandre Kireeff, disse que o setor entende que é preciso conciliar a presevação ambiental e a produção de alimentos. O problema é que a legislação criou alguns problemas para que isso aconteça, observou. A preocupação, segundo Kireeff, é que é preciso criar mecanismos para que as metas de preservação sejam alcançadas.


